Quando nos lembramos das pérolas do futebol, não podemos esquecer-nos dessa: “O gol é só um detalhe”.
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| Washington Alves/VIPCOMM |
Como diria meus amigos de blog do sul: Bah!!! Existem jogos em que ficamos chateados pelo resultado, e existem outros que nos deixam, muito, mas muito irritados, e o jogo de ontem foi desses jogos, que me deixou muito irritado.
O Cruzeiro entrou com uma formação, no papel, com o esqueça clássico de tempos áureos do futebol com um 4-3-3, mas com uma variação tática interessante quando a posse de bola era mineira: Leandro Guerreiro cobria o lado esquerdo e Gilberto transformava-se em um ala mais aberto chegando ao ataque, e a flutuação de posições entre Wallyson e Thiago Ribeiro abertos pela esquerda e direita confundia a marcação Palmeirense, com Brandão fazendo (ou tentando) o pivô. Quando o Cruzeiro era atacado, Wallyson auxiliava Marquinhos Paraná na direita.
Na escalação do Palmeiras já sabíamos que seria um time acuado que exploraria os contra ataques, mais pela qualidade de passe de Marcos Assunção do que pela criação do meio de campo que estava congestionado de volantes por Scollari.
E o jogo começou com o Cruzeiro se impondo e indo para cima, e logo no início Wallyson mostrou seu cartão de visitas e acertou a trave do goleiro Marcos que nem se atreveu ir no lance, um chutaço do garoto que vai se firmando e se tornando uma realidade.
Mas aos poucos o Palmeiras conseguiu acertar sua marcação, principalmente sobre Montillo, anulando a criação e forçando a saída de Henrique e Guerreiro, foi assim que o Palmeiras encontrou um buraco no meio de campo azul, mas como não havia quem criasse pelo lado paulista pouco perigo trouxe à meta de Fábio no 1º tempo.
A posse de bola no 1º tempo permanecia com o Cruzeiro, mas que só conseguiu mais duas boas chances antes do intervalo, uma com Gilberto em uma ótima jogada de Henrique e uma defesa de Marcos que lembrou os velhos tempos do goleiro Palmeirense, e em outro chute de Brandão que passou muito perto da trave, que na verdade só deu esse chute e foi o mais faltoso do time.
O 2º tempo começou com uma troca no Cruzeiro, o garoto Anselmo Ramon no lugar do pouco produtivo Brandão, e logo aos 2 minutos ele se tornou no personagem (vilão para nós) do domingo. Depois de uma jogada de velocidade de Wallyson, que rolou para o garoto que sem Marcos na meta se embaraçou com a bola e perdeu a chance mais clara do jogo (quiçá do ano, década...), digna de Inacreditável F.C.
Depois de um bombardeio à meta de Marcos que salvava os paulistas, o Cruzeiro mantinha o domínio territorial, mas tinha dificuldade de penetração, então veio o castigo, depois de Marcos Assunção, Luan entrou em diagonal e mandou um balaço nos gol azul sem chances para Fábio.
Cuca colocou Ortigoza (para meu desespero) no lugar do cansado Thiago Ribeiro, mas que para minha surpresa entrou bem, se movimentando no ataque e abrindo espaços, mas quem voltou a assustar foi o Palmeiras, depois de uma arrancada de Luan que sofreu falta, Marcos Assunção cobrou uma falta que tirei com os olhos.
A partir daí, só Cruzeiro, em outra grande oportunidade o atacante paraguaio (sem trocadilhos) entrou cara a cara e tentou encobrir Marcos sem sucesso. Mas aos 28, depois de cobrança de escanteio de xará Montillo, que Gil escorou (na minha época da base, chamava-se ‘penteia macaco’) e Anselmo Ramon entrou como um raio e se redimiu do gol perdido.
O Cruzeiro ainda chegou com Gilberto, Anselmo Ramon e Ortigoza, mas sem balançar as redes. O resultado final de 1x1 premiou a retranca Palmeirense e a incompetência cruzeirense.
Cruzeiro: Fábio, Marquinhos Paraná, Leo Simões, Gil e Gilberto, Leandro Guerreiro, Henrique e Montillo, Wallyson (Everton), Brandão (Anselmo Ramon) e Thiago Ribeiro (Ortigoza). Tec: Cuca
Palmeiras: Marcos, Cicinho, Thiago Heleno, Danilo e Gabriel Silva, Marcos Assunção, Márcio Araújo, Tinga (Chico) e Patrick, Luan (Adriano) e Kléber (Dinei). Tec: Luiz Felipe Scolari
Notas pós jogo.
- O Cruzeiro jogou melhor que na 1ª rodada, mas ainda precisa ser mais decisivo;
- O time do Palmeiras carece de reforços, é fraco tecnicamente;
- Thiago Heleno jogou como nunca;
- Gil está queimando minha língua, anulou Kléber ontem;
- Anselmo Ramon apesar do gol perdido deu demonstrações que será útil;
- Ortigoza entrou bem, mas não é jogador para Cruzeiro;
- Brandão ainda merece ser avaliado;
- Esses pontos farão falta.


