quarta-feira, 25 de maio de 2011

Por debaixo da obscuridade, a obviedade.

Nesta semana, os dois últimos clubes da série A do campeonato brasileiro sucumbiram ao tom ameaçador e inebriante da monopolista plin plin. Atlético-PR e São Paulo perderam no cabo de guerra e fecharam os direitos televisivos com a Globo.

Desde a desistência global e abertura do rechonchudo envelope da Rede TV na licitação (dizem, com a participação da rede Record, dizem) já era esperado que a poderosa Globo ia entrar de sola no negócio.

Negócio esse, muito rentável, diga-se de passagem, afinal é a paixão de milhões de pessoas, o que movimenta cifras gigantescas de publicidade.

Bom, mas o fato que me tira do sério, são as cláusulas contratuais que não permitem a divulgação dos valores negociados. Ora, ora, o torcedor, e no atual mundo futebolístico, os sócio-torcedores, que pagam, que contribuem, que adquirem os materiais licenciados do clube não têm o direito de saber o valor do clube na mídia?

Afinal, querem enganar quem? A quem interessa a não divulgação desses valores? Aos clubes ou a TV? Ou seria ambos?

Como o torcedor pode pedir a prestação de contas nessa negociação se os números não são abertos? Ou seja, como pedir explicação aos senhores do futebol se a oferta na Rede TV não era mais viável ao clube?

A coisa cheira tão mal que penso ser por isso que o CADE pulou fora de fininho, lavou as mãos como Pilatos.

No grande circo do futebol, mais uma vez os palhaços somos nós, os torcedores.

By Waltim Oliveira
"...Tão combatido, jamais vencido..."

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