Na chuva fria, um time frio.
No duelo entre o atual campeão e vice do ano passado, Fluminense e Cruzeiro entraram numa fria, ou melhor, numa noite fria e chuvosa na, geralmente quente Rio de Janeiro. O Fluminense vinha de uma vitória fora de casa contra o Atlético-GO e o Cruzeiro de um empate insosso com o Palmeiras. A vitória para o Cruzeiro representava o início da reação, derrota e empate eram para acender a luz vermelha. E ela foi acessa.
O Cruzeiro entrou com um falso 4-4-2 (tá normal), com Leandro Guerreiro fazendo um 3º zagueiro quando o tricolor estava com a bola, Gilberto e Montillo eram muito marcados e tentavam se movimentar, Wallyson e Thiago Ribeiro caíam pelas pontas se revezando pelos lados, mas não surtiu efeito, o Fluminense era pressão total conquistando muitos escanteios no início de jogo. Aos poucos o Cruzeiro equilibrou as ações e retomou a posse de bola, mas não conseguia furar o bloqueio adversário que marcava em seu campo e saia perigosamente para os contra-ataques.
No Fluminense, até mesmo quem não jogava, resolve jogar exatamente contra o Cruzeiro, Deco fez boa partida, e no finalzinho do primeiro tempo, em uma falta tola, o Luso brasileiro cruzou na área para Rafael Moura, ele mesmo, o He-man, fazer 1x0 tricolor.
O segundo tempo começou com Cuca fazendo duas substituições, Anselmo Ramon e Brandão, nos lugares de Everton e Thiago Ribeiro, muito mal. Com a saída de Everton, Gilberto ocupou a lateral esquerda e Montillo ficou sozinho na armação. O Início do segundo tempo dava a tônica de como seria o jogo com o Cruzeiro pressionando e o Fluminense encontrando muitos espaços para contra atacar.
Em uma boa troca de passes entre Brandão, Anselmo Ramon e Wallyson, o garoto Anselmo deixou o dele, empate do Cruzeiro e o segundo dele no campeonato. O que parecia ser o combustível para o Cruzeiro partir para a virada na verdade foi o sinal para o time recuar inexplicavelmente. O time se mostrou medroso, e o castigo veio rapidinho, com um passe de Valência, Rafael Moura saiu na frente do gol e fez 2x1.
A partir daí foi uma pressão desordenada do Cruzeiro, que esbarrou em suas deficiências e na bagunça tática que o time se transformou.
Final de jogo no Engenhão, em um jogo razoável, com um Cruzeiro totalmente perdido, desordenado, e o que me preocupou ontem: sem comando.
Parece que alguns jogadores estão numa falta de vontade, numa preguiça sem tamanho que irritam mais do que a derrota, alguma coisa tem que ser feita. Onde está nosso presidente? O ZZP anda meio sumidão que só deu as caras para esclarecer algumas denúncias contra ele, mas tá precisando aparecer para responder pelo time, chega de Dimas e Valdir, ambos competentes, mas queremos ouvir quem manda de verdade.
Chuva, frio e apatia, era o Cruzeiro de ontem.
Fluminense
Ricardo Berna; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Julio César; Edinho, Valência, Deco e Conca (Souza); Rodriguinho (Araújo) e Rafael Moura (Marquinho).
Técnico: Leomir de Souza.
Cruzeiro
Rafael; Vítor (Pablo), Victorino, Gil e Everton (Anselmo Ramon); Marquinhos Paraná, Leandro Guerreiro, Gilberto e Montillo; Thiago Ribeiro (Brandão) e Wallyson.
Técnico: Cuca.
Ricardo Berna; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Julio César; Edinho, Valência, Deco e Conca (Souza); Rodriguinho (Araújo) e Rafael Moura (Marquinho).
Técnico: Leomir de Souza.
Cruzeiro
Rafael; Vítor (Pablo), Victorino, Gil e Everton (Anselmo Ramon); Marquinhos Paraná, Leandro Guerreiro, Gilberto e Montillo; Thiago Ribeiro (Brandão) e Wallyson.
Técnico: Cuca.
By Waltim Oliveira
"...Tão combatido, jamais vencido..."
Twitter: @WaltimOliveira
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